2009 a 2012: heterodoxia impulsiona melhorias sociais

Em artigo anterior procuramos demonstrar que o enfrentamento da crise econômica de 2008 com medidas heterodoxas livrou a sociedade brasileira de impactos mais sérios na estrutura social.

Agora, com a divulgação dos dados da PNAD – Pesquisa nacional por amostra de domicílios (IBGE) – de 2012, constata-se que continuou operando uma dinâmica social mais favorável. E os indicadores mais recentes da evolução do emprego, desemprego erendimentos médios sugerem que este desempenho permanece em vigor.

Na verdade, as informações disponíveis indicam que as melhorias que vinham se manifestando desde o início da década anterior ganham ainda mais celeridade.E isso, curiosamente, em um período de crescimento mais baixo.

A reativação da economia centrada no estímulo ao consumo familiar foi capaz de afastar a recessão em 2008. Entretanto, esta mesma estratégia, acompanhada de várias medidas de defesa da produção interna e da redução na taxa básica de juros, não logrou reverter a desaceleração do crescimento após 2010.

Assim sendo, nos parece plausível atribuir a continuidade das melhorias sociais, em grande medida, à recusa do Governo Federal em adotar o receituário ortodoxo na orientação da política econômica e social. Ou seja, o não acatamento das fortes pressões para impor “austeridade”, “disciplinar o mercado de trabalho” etc., protegeu a sociedade e preservou conquistas recentes. Justamente o contrário do que se passa com os países europeus.

Clique aqui e baixe a versão integral do estudo.

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