Apresentação #11

Nesta edição temos o retorno da erudição do professor Frederico Mazzucchelli guiando-nos pela conturbada e decisiva década de 1970 quando os países centrais passaram por uma inflexão radical no arranjo desenvolvido desde o pós guerra em suas várias esferas, política, econômica, social e internacional.

De um lado, houve uma desaceleração geral do crescimento econômico somada ao aumento da inflação. O mal-estar social decorrente dessa conjuntura pressionava as convulsões sociais e políticas já instáveis dos anos 70, tornando a coesão social cada vez mais difícil e urgindo algum tipo de resposta enérgica dos governantes – que viria pelo lado do neoliberalismo na economia e política.

Pari passu, a contestação da família tradicional, a busca das liberdades do corpo e a luta por direitos civis agitavam as classes médias dos países capitalistas avançados, enquanto na periferia outras formas de contestação começavam a borbulhar, como a crítica à violência imperialista – que ressoava também no seio da sociedade americana após a desastrosa campanha belicosa no Vietnam – e à ética capitalista, também amplifiando os potenciais de conflto no contexto da Guerra Fria.

Os anos 70 foram assim marcados por um conjunto amplo de tensões que por algum tempo não encontravam vias de solução, nem pelo lado progressista, nem pelo lado conservador, embora a fragilidade do consenso keynesiano pregresso estivesse no centro das tensões do Welfare State.

Como a história mostrou – e o texto desta edição reconstitui em maior detalhe esse caminho– a solução viria pela via conservadora de Thtcher e Reagan. O mito da efiiência dos mercados autorregulados despejaria milhões no desemprego e consagraria a instabilidade como a nova norma da vida social. Parte signifiativa da realidade contemporânea devese aos progressos e regressos dessa década decisiva, no que convidamos o leitor a essa rica leitura.

Boa leitura!

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