‘Saúde e educação são os temas centrais da eleição, não a economia’

Para o sociólogo Luiz Werneck Vianna, estes foram os assuntos chancelados pelas ruas, pela juventude e pela classe média. Mas ele não crê que algum candidato sobressaia no debate destas questões

Eduardo Miranda e Octávio Costa, do jornal Brasil Econômico

Intelectual renomado e de sólida formação marxista, o sociólogo Luiz Werneck Vianna surpreende e diz que o desenvolvimento econômico não será decisivo na campanha presidencial. “Não vejo o tema da economia, tal como está posto pela mídia, como central. Até porque a economia não está vivendo mares catastróficos”. Já os temas saúde e educação, segundo ele, “se fortaleceram enormemente nesses últimos anos e receberam a chancela das ruas, da juventude e da classe média”. Professor de Ciências Sociais da PUC-Rio, ele afirma que os candidatos têm dificuldade em se diferenciar a respeito desses temas. “Essa agenda é de todos eles. Irão todos pelo mesmo caminho, é tudo japonês, tudo igual. Vão se distinguir na biografia e no desempenho”. Ao analisar o cenário eleitoral após a morte de Eduardo Campos, Werneck não vê tantos riscos para a reeleição da presidenta Dilma, mas alerta para problemas. “Ela é favorita, mas com novas preocupações”, pontua, em referência à provável entrada de Marina Silva como cabeça da chapa do PSB. “Tudo ainda é muito prematuro, mas podemos ter um segundo turno entre mulheres”, prevê Werneck.

A morte de Eduardo Campos provocou uma reviravolta capaz de alterar os rumos do processo eleitoral. Como o sr. está vendo esse fato novo?

A política parece ter uma certa lógica e obedecer a um certo andamento previsível. Mas tanto os homens quanto os próprios fatos podem alterar esse andamento e colocar os atores diante de situações inesperadas, para as quais eles não tinham nenhuma alternativa, nenhum programa de enfrentamento. Parece ser o caso. A cogitação era que a campanha do Eduardo ainda sofresse um processo eleitoral de fricções e perturbações, em razão da natureza dos dois candidatos — o candidato à presidência e a Marina, que tinha elementos de estranho no ninho, em um cenário marcado pelo Eduardo, com o desenvolvimento econômico, ciência… Não que a Marina seja avessa a isso. Mas ela é bem mais moderada nesses objetivos, vem de uma agenda ambiental. O que ficou claro, e que as pessoas estão reconhecendo agora, é que o Eduardo tinha uma enorme capacidade política de administrar diferenças, conflitos. E construiu uma identidade própria.

Marina Silva também faria esse tipo de movimento?

A coisa mudou de eixo. Agora, a Marina vai ter que demonstrar capacidade de viver o outro, mesmo que o outro não esteja presente, mas com o programa do outro. Ela não vai poder defenestrar. Caso se torne candidata, ela não pode dizer que seu programa é diferente do dele. Ela está obrigada a fazer uma operação — caso efetivamente seja a candidata — de dizer que o programa dele, agora, é o dela. Que ela fará isso em respeito a ele, em admiração a ele. E, embora não brotasse inteiramente dela, que, diante das circunstâncias, ela se adapta. Acho que esse é o desafio que ela vai enfrentar, de dialogar com o ausente. O nome do Eduardo vai ser uma presença forte na campanha dela. Ela entra, mas, ao entrar, não vai nem ofuscá-lo nem bani-lo.Vai ter que incorporá-lo.

No discurso após a morte dele, Marina Silva não tratou de política, de sucessão, mas se referiu aos sonhos e ideais de Eduardo, que teriam sido o tema da última conversa entre eles.

Acho que esse é um ponto. Se, antes, a dificuldade era o Eduardo criar condições para uma relação harmoniosa com ela e seu programa, agora, isso se inverteu. O programa dele não está erradicado, e sua presença não está banida. Será uma presença permanente caso ela se torne, efetivamente, candidata.

Diz-se que Marina teria mais chances do que ele, por seu desempenho em 2010 e seu perfil mais carismático. O sr. vê dessa forma?

Mas isso é um contrafactual que nós não temos como controlar.

O desempenho dela em 2010 não serve como referência?

Não é isso. O desempenho dela serve como referência. O fato é que ela, agora, não era candidata. Ela não conseguiu a candidatura própria, seu partido não conseguiu se construir. Fosse ela no lugar dele e logo no início dos entendimentos entre eles ficasse claro que seria a Marina a candidata, se eles tivessem decidido isso… Mas não foi assim que as coisas ocorreram. Ela começaria bem melhor do que ele, certamente. Mas o teto dela estava dado, eu acho. As chances dela seriam menores do que aquelas que, agora, ela poderá vir a ter, com a presença fantasmal do Eduardo na campanha.

Que dá uma grande carga de emoção à campanha…

Todos estão em apuros, nesta altura. O Aécio tem que se precaver, pois quem lhe garante que ele chega ao segundo turno? E a própria Dilma, porque, dependendo de como as coisas evoluam, a mesma dúvida pode cair no colo dela, nas hostes dela. Tem uma carga de emoção muito forte, que pode ter essa influência na eleição até um ponto que, hoje, não dá para antever. E a biografia do Eduardo, nesta altura, tornou-se muito valorizada, como político, como pessoa, como estilo de vida.

Seu avô, Miguel Arraes, também voltou a ser lembrado.

Voltou. Dependendo de como essa herança seja administrada e de que ela se demonstre capaz, mesmo manifestando que não são posições originárias dela, mas que, agora, serão o seu programa, que ela vai incorporá-las. Se ela fizer isso direito, vejo-a como uma candidata muito forte. Isso introduziu uma descontinuidade. Não adianta olhar esse processo a partir do momento em que ela lutou pela constituição da Rede Sustentabilidade e encontrou-se com o Eduardo. É uma situação ex novo . Estamos na estaca zero. Não dá para analisar nada responsavelmente agora.

Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, não quis fazer nenhuma previsão logo após a tragédia, limitou-se a dizer que será outra eleição. O sr. concorda?

É isso que estou tentando dizer, é uma outra eleição.

A morte de Getúlio Vargas, em 1954, mudou todo o ambiente político. A classe média estava irritada com aquela situação, a Aeronáutica em pé de guerra, e, de repente, sua morte virou o jogo completamente.

A esquerda também foi surpreendida. Na noite da morte, os militantes do Partido Comunista foram orientados a ir às bancas de jornal e recolher os exemplares do jornal partidário, onde estavam preconizando a saída do Getúlio.

O sr. acha que é comparável?

Não. O momento era muito mais agudo. Não tem a mesma proporção.

Mas mostra que a emoção pode ter influência.

Pode.

Comenta-se que parte do sentimento de mudança, dos votos nulos, podem ir para Marina. É uma especulação embasada?

Não. Ainda tem o Aécio Neves aí. Ele também ficou em uma situação difícil, sob a ameaça de ser ultrapassado. Como ele vai operar? O enterro do Eduardo apresenta uma série de pistas, com todos os políticos presentes. Não é só o jovem político, a esta altura. É, também, o Miguel Arraes. Ele vai ser enterrado com o avô.

Mesmo com essa situação nova, Dilma ainda pode ser considerada favorita?

Pelo peso da máquina e da inércia da política, é favorita, sim. Agora, uma favorita com preocupações novas. Um resultado inteiramente inesperado, que vai deixar todos atônitos, é se, ao final, tivermos no segundo turno duas candidatas. Dilma e Marina. Essa, realmente, vai ser difícil de conceber. Mas isso já está no mundo das possibilidades. Não é algo irreal. Resta saber como o Aécio vai enfrentar essa circunstância, de não ser ultrapassado. É o que o estado-maior dele deve estar pensando agora.

O sr. está vendo, então, que é possível acontecer esse segundo turno entre as mulheres?

Para quem está sempre pensando em quadros, mesmo que eles importem em construções especulativas, não faz nada mal um exercício desses. Você não pode descartar esse exercício, porque ele pode ocorrer. O mais previsível é Dilma e Aécio. E acho que, a esta altura, haverá segundo turno. A gente não deve ser tão peremptório assim.

Tudo indica que Marina não é uma candidata de 10% de votos. E o PSDB, por tradição, também tem mais de 20%.

Ainda tem o Pastor Everaldo e outros…
Foi dito que o grande tema da eleição seria a economia. O próprio Eduardo Campos falou no 7×1, 7% de inflação e 1% de crescimento. Essa campanha será focada aí, ou em questões sociais?

Sempre que tive a oportunidade, procurei desqualificar essa valorização da economia nas decisões do quadro político brasileiro imediato. A meu ver, o que ilustra melhor isso são as jornadas de junho de 2013, quando as demandas eram, todas, de outra natureza. Diziam respeito a direitos.

Saúde, mobilidade urbana, educação…

Direitos. E, olhando bem, quando viramos para 2014 e o processo eleitoral se abre, qual é a agenda dos três principais candidatos? A que foi posta nas ruas pelas manifestações de junho. A discussão econômica não está dominando as intervenções públicas desses candidatos. Domina suas intervenções com comunidades de empresários, de homens de negócio, empreendedores. Tem que ser assim mesmo. Agora, quando falam para o grande público, o tema é outro. O tema é o da agenda de junho de 2013, uma agenda de direitos.

Mas há uma insatisfação no meio empresarial muito grande. Essa insatisfação se reflete na campanha da Dilma?

Pode parecer uma construção para marcar posição da minha parte, mas eu não estou vendo, neste processo, o tema da economia, tal como está posto pela mídia, como central. Até porque a economia não está vivendo mares catastróficos.

A massa dos eleitores tem outra preocupação, que não a economia?

Não é todo eleitorado, mas os eleitores estão dizendo, especialmente os jovens, que não querem participar disso, ou que não estão satisfeitos em participar disso, não estão encantados por esse processo eleitoral. Está claro. E não se deve a razões econômicas, mas a uma insatisfação com as instituições, com a cultura política do país. E, de repente, o que se vê, com a morte do Eduardo, é que não havia tanto motivo para rejeitar. Havia bons candidatos. A política conhece bons personagens. O Eduardo era um deles.

O sr. acha que os jovens, a partir desse episódio, podem despertar para a política institucional?

Seria charlatanice minha admitir isso, mas acho que eles foram tocados, viram que havia uma cena, com homens interessantes, dignos. Mas ainda é muito cedo para falar disso, fazer essas especulações. Se o Aécio está em palpos de aranha, a Dilma também está. Uma linha forte de fricção do Eduardo era com ela, Dilma. O antagonismo dele era com ela. Não sabemos, por exemplo, como isso vai repercutir no Nordeste.

Mas há, por outro lado, o carisma da Marina?

Tem isso. O público da Assembleia de Deus, que é grande, pode novamente se encontrar com ela, como aconteceu na eleição passada.

O voto religioso existe no Brasil?

Existe, sim.

Entre evangélicos e católicos?

Os evangélicos são mais disciplinados. Na verdade, eles montaram uma relação entre intelectuais e crentes muito apertada, com pastores que conduzem suas ovelhas e se fazem muito presentes. A Igreja Católica tem um distanciamento maior, fala mais sobre temas gerais, não tem essa administração quase do cotidiano, como os neopentecostais têm.

Mas, sendo candidata, ela pode atrair esses votos?

Pode. Mas esse também pode ser um flanco dela. Muita gente vai migrar para a candidatura do PSB, se a candidata for Marina, assim como muita gente vai abandonar. E um dos aspectos é o fato de ela ser evangélica. Imagino, também, que o agronegócio abandone.

O governo joga muito com os programas sociais que tem, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos. Esse é um trunfo?

Sim, porque essa não é uma política de ocasião. Ela já vem sendo executada e sedimentada há algum tempo. A dificuldade está quando se sai desse nível de sobrevivência e vai para o mundo dos direitos. Nesse aí, a Dilma vai mal.

O governo dela fez pouco nessa área?

Poderia fazer mais, e quando fez muito, fez erraticamente, colocou muito dinheiro que não deu dividendos, não deu rendimentos sociais e políticos. Gasta-se uma barbaridade em saúde no país, e o atendimento é precário e ruim. Na educação, é a mesma coisa. Agora, esses dois temas se fortaleceram enormemente nesses últimos anos e receberam a chancela das ruas, da juventude, da classe média. São temas inerradicáveis. Não se ganhará a eleição com tema de desenvolvimento econômico. Não adianta levantar agora o tema da privatização, como já foi importante em eleições passadas.

A questão da Petrobras terá algum impacto?

Talvez, sim, mas na massa da população isso não chega.

E o aeroporto de Cláudio?

Também, não. Nem a coisa do Eduardo Campos com a mãe, Ana Arraes, teria impacto.

O sistema de denúncias, de outras eleições, não vai funcionar?

Isso já tirou Ciro Gomes de uma eleição presidencial. Ele não foi treinado suficientemente e não tinha temperamento para ouvir aquelas perguntas. Eduardo e Aécio não só foram treinados, como foram educados politicamente. Ciro Gomes largaria um programa no meio e eles ficaram lá, respondendo direitinho.

Marina se beneficia de alguma maneira dessa pauta social nas campanhas?

Essa agenda é de todos. Foi a agenda consagrada pelas manifestações de junho e ganhou força e uma sedimentação inédita entre nós. A questão nacional, por exemplo, já decidiu eleições anteriores, mas não é mais o centro da eleição, como Leonel Brizola fazia. Não temos mais sociedade para isso. A sociedade brasileira atingiu a dimensão da luta pelos interesses e pelos direitos de uma forma irreversível. Outra questão forte será a da habitação popular, que está hoje nas ruas.

Vai ficar difícil para os candidatos apresentarem propostas distintas para as demandas sociais?

Vai. Eles irão todos pelo mesmo caminho, é tudo japonês, tudo igual. Vão se distinguir na biografia e no desempenho.

O voto vai se dar mais em cima das qualidades pessoais?

Vai.

Mais que o perfil ideológico?

O PT é um partido ideológico? Não é. Mas qual seria? Qual seria??

Não ter ideologia é bom? Ou é ruim?

É bom e é ruim. Temos uma sociedade de massa monumental no Brasil, muito apetitiva em torno de direitos. Eles querem mais. O tema da saúde se tornou fundamental. E ela foi constituída com partidos fracos e retardatários. Isso ocorreu sem eles, por força de mercado, políticas de Estado. Eles chegam depois no processo, erráticos, com problemas de constituição, falta de consistência. Esses partidos são federações de interesses.

Na Europa e nos Estados Unidos, o livro do francês Thomas Piketty (“O Capital no Século XXI”) reabriu a discussão sobre concentração de renda. Esse é um tema válido para o Brasil?

Sem dúvida. E o que me chama a atenção é que o livro ainda não tenha sido incorporado pelas campanhas, pelos organizadores dos programas. Ali, há um manancial imenso sobre a redistribuição da renda. Inclusive, é um flanco em que o Brasil é muito vulnerável, pelo fato de a Receita Federal não ter transparência com a população. O Eduardo chegou a falar em tributação das grandes riquezas.
A questão da concentração de renda é algo que no Brasil já se discute desde os anos 70.

Mas com dados obscuros. A Receita Federal não abre os dados.

É uma discussão que merece ser retomada?

O tema da igualdade vai pegar velocidade aqui. Estive recentemente em um debate para discutir gentrificação. Abaixo do tecido visível da política, há um outro tecido invisível e que está se disseminando, com novas lideranças. Havia nomes lá que se intitulavam como mandatários da liberdade do povo, têm uma carga política forte.

Ao largo da política institucional…

A gentrificação ocorre porque não há partidos que defendam o sistema de habitação, a distância entre intelectuais e povo é imensa. Não sou de fazer demagogia com essas coisas, olho criticamente, mas fiquei impressionado com essas lideranças com ligação para baixo. Aliás, o que está acontecendo embaixo, na política, tem sido mostrado: a presença da milícia, o controle territorial do tráfico.

Outro fenômeno muito falado foi a ação dos Black Blocs.

Mas já passou, eles já perderam o encanto. Os intelectuais performáticos falaram disso, mas já não falam mais. Também os jovens, com quem eu convivo o tempo todo, já não têm todo esse entusiasmo.

Mas, no ambiente acadêmico, cresceu muito o interesse pelo estudo do anarquismo. Talvez por decepção com a política institucional?

As pessoas estão sempre procurando utopias críveis, porque viver sem uma, como diria o Cazuza, é difícil.

No discurso do 1º de maio deste ano, por sinal, a presidenta Dilma adotou um discurso mais enfático.

A questão sindical, operária, não está tendo o mesmo protagonismo que teve em eleições anteriores. São mudanças ocorridas entre os trabalhadores, os sindicatos. A própria maneira como se comemora feriado não é mais cívica, é um festival quase carnavalizado, com músicos cantando. O que não quer dizer que esse voto não tem significação. Mas o programa para atrair esse voto está muito generalizado. É progressão da política de salário mínimo, o tema da Previdência, tudo isso faz parte de uma agenda comum. Está difícil encontrar um ponto que seja só meu e não seja dos outros, que seja bem identitário.

O PT está desgastado?

Está. Ele não se renovou ao longo dos anos, tem líderes que estão aí há 30 anos, porque não acreditaram na democracia interna. Deixaram de ser atraentes e se distanciaram da juventude, dos artistas e intelectuais. Registra-se uma debandada.

Fala-se muito da volta do Lula em 2018.

Mas isso não tem relação com o partido.

Ele tem condições de se reeleger?

Vou responder dando uma “peruada”: acho que não. O país não vai parar seis anos à espera de São Sebastião. Não tem isso. O jovem quer o novo.

E vão surgir novos nomes?

Já estão surgindo. Outro dia foi feita uma matéria sobre a oligarquização das famílias. Seria interessante também fazer uma pesquisa sobre os jovens das manifestações de junho que são candidatos agora em todos os estados. Pode significar uma mudança geracional. Esse país muda muito. A superfície pode se apresentar como quase que imobilizada, mas, lá embaixo, nesse oceano, há muita vida.

Os candidatos que estão aí não representam esse fenômeno?

Não dialogam com os jovens. Procuram assimilar seus temas. Todo mundo está dizendo, com razão, que essa campanha será definida no programa de televisão. O voto majoritário, de opinião, idiossincrático, por simpatia, vai depender da televisão.

Fala-se muito da reforma política. Ela mudaria esse quadro?

Acho que pode ajudar muito.

Com mecanismos como voto em lista fechada, cláusula de barreira?

A cláusula de barreira foi tirada pelo Supremo numa intervenção desastrada.

Em alguma medida, a reforma pode frear o descolamento entre as bases populares e a classe política?

Com o tempo, sim. Mas isso precisa ser sedimentado, não vem a jato, tão rápido.

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