Sobre

Somos Suprapartidários e Plurais

Exercitamos a pluralidade no debate acadêmico e político. A rede é também multidisciplinar e suprapartidária. Nossas ações estão desprovidas de quaisquer motivações ideológicas e partidárias. Estamos tentando pavimentar o difícil percurso de construir uma frente de debates aberta e democrática voltada para o intercâmbio de ideias sobre a superação do secular atraso social do Brasil, reunindo e consolidando ideias, propostas e alianças no campo progressista. A Plataforma convive com a pluralidade de ideias políticas e acadêmicas e não exerce veto de nenhuma natureza.

Contamos com cerca de 300 professores, pesquisadores, lideranças dos movimentos sociais. Reunimos alguns dos mais renomados especialistas em políticas públicas do campo progressista. São profissionais que atuam em mais de uma centena de universidades, centros de pesquisa, órgãos do governo, entidades da sociedade civil e núcleos do movimento social. Também temos a honra de contar com a contribuição de dezenas de destacados especialistas internacionais.

A adesão à rede é voluntária e os critérios que presidem a inclusão são a excelência acadêmica e a identificação com o projeto. A decisão de intervir no debate e a responsabilidade pelo conteúdo dos artigos são exclusivamente dos autores-membros.

Nesses dois anos de existência temos procurado contribuir para um intercâmbio altamente qualificado de ideias. Não cultuamos o pensamento único. Em muitos casos, prevalece a divergência sobre temas diversos. Essa virtude abre espaço para o contraditório. A elaboração de réplicas e tréplicas é sempre incentivada. A apresentação do contraditório está aberta a todos os colegas do meio acadêmico, mesmo daqueles que não fazem parte da rede.

Nosso DNA

Somos plurais e suprapartidários, mas temos um DNA: não nos alinhamos com o poder econômico e suas instituições financeiras, educacionais e midiáticas. Nossa atuação visa a fortalecer alianças com os movimentos sociais e organizações da sociedade civil, em sua luta por uma sociedade mais justa e inclusiva.

Buscamos construir pontes de “mão dupla”, para que os especialistas reduzam seu isolamento e superem a visão corporativa na forma de produção, atualizem suas agendas de pesquisa e aprendam com o cidadão comum e seu conhecimento de como enfrentar esta realidade. Sempre acreditamos que a unidade deve ser buscada na articulação da produção científica com a prática política de outros agentes sociais – única via para que se superem, de forma orgânica, os limites da atividade dos intelectuais.

Muitos de nossos parceiros são entidades da sociedade civil e do movimento social que exercem papel decisivo de pressão popular e democrática para evitar retrocessos e ampliar a cidadania política e social.

A Natureza da Parceria

A Plataforma não tem vínculo institucional com nenhum dos chamados “parceiros”. A “parceria” se dá unicamente pela adesão voluntária de profissionais das diversas instituições à rede. Trocamos conteúdos, nos agregamos em torno de projetos comuns e divulgamos artigos e documentos de interesse recíproco. O trabalho cooperativo se dá em torno de projetos específicos, como a realização de seminários e a organização de livros.

Análises críticas à atuação governamental

Não alienamos o direito e o dever ético de analisar criticamente as ações de qualquer governo.

Nossos Mestres e Patronos

Procuramos seguir os ensinamentos de pensadores que interpretaram o Brasil de forma original e crítica como Caio Prado Junior, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Gilberto Freyre, Otávio Ianni e Sérgio Buarque de Holanda, dentre outros.

No campo econômico, reverenciamos autores como Aníbal Pinto, Celso Furtado, Ignácio Rangel e Raul Prebisch, cujo esforço intelectual promoveu uma profunda revolução na história do pensamento econômico e no ensino de economia no Brasil.

Temos respeito pelo legado de intelectuais de diferentes escolas de pensamento como, por exemplo, Anísio Teixeira, Carlos Lessa, Fernando de Azevedo, João Manuel Cardoso de Mello, Paulo Freire, Vilmar Faria e Wilson Cano.

Homenageamos Maria da Conceição Tavares, Luiz Gonzaga Belluzzo e Aloisio Teixeira (em memória) como patronos da Plataforma . Em vida, Aloisio Teixeira participou das reuniões iniciais e foi um dos maiores incentivadores da constituição da rede.

Nossos Objetivos

A Plataforma se pauta em quatro objetivos principais.

  1. Contribuir para a construção coletiva de um Projeto Nacional de Desenvolvimento

O primeiro objetivo é contribuir para a construção coletiva de um projeto nacional de desenvolvimento que incorpore as múltiplas faces da dimensão social. Reconhecemos que nos últimos anos foram engendradas alternativas ao modelo econômico que vinha sendo implantado desde 1990; essas alternativas resultaram na inequívoca melhoria dos padrões de vida da população (Leia aqui).

Não obstante, os avanços recentes não apagaram as marcas profundas das desigualdades sociais que têm raízes históricas herdadas do passado escravocrata, do caráter específico do capitalismo tardio, da curta experiência democrática do século 20.

Entendemos que o caminho para um país mais justo requer que se enfrentem todas as faces da desigualdade social. Isso exige a formulação de um novo projeto de transformação na perspectiva do desenvolvimento, o que coloca novos desafios ao pensamento estruturalista: além dos instrumentos econômicos tradicionais, o desenvolvimento também requer ações voltadas para promover uma sociedade mais igualitária pela via da universalização da cidadania social.

  1. Articular as dimensões econômica e social do desenvolvimento

O segundo objetivo da rede Plataforma Política Social é enfrentar o desafio metodológico de analisar a política social brasileira como um todo, pelo conjunto dos setores que a compõem, e suas relações com a economia e a política. Trata-se de tarefa complexa, dado que a nossa tradição analítica é notoriamente marcada por estudos de corte setorial.

Para atuar neste sentido, nos dois anos de existência da rede, publicamos mais de 80 boletins semanais divulgando artigos, livros, textos para discussão, seminários e entrevistas realizadas por membros da rede ou instituições parceiras.

  1. Contribuir para mitigar a fragmentação do campo progressista

O terceiro objetivo da rede é contribuir para mitigar a fragmentação da luta política do campo progressista. Com a hegemonia dos mercados desregulados, a sociedade perdeu capacidade de conter o ímpeto desagregador das forças de mercado. Existe clara assimetria na representação política, em favor dos interesses do poder econômico. A esfera pública foi esvaziada e prevalecem os valores do individualismo e da meritocracia. Os Estados Nacionais foram enfraquecidos e perderam a capacidade de coordenar projetos de transformação. Forjaram-se cultura e ideologia retrógradas em relação ao desenvolvimento. Esse quadro mais geral tem influenciado a ação dos movimentos sociais, partidos políticos e sindicatos do campo progressista.

O papel que se espera dos partidos políticos progressistas como instituições articuladoras das demandas da sociedade numa perspectiva de transformação foi esvaziado nas últimas décadas. O ataque ao poder dos sindicatos, protagonista das transformações sociais no capitalismo, foi um dos focos da investida neoliberal. Esse enredo interfere na ação do movimento social em seu conjunto. Como se sabe, é da natureza destas mobilizações setoriais tratar de temas também setoriais ou específicos. Mas na ausência da ação mobilizadora dos partidos, observa-se a fragmentação das pautas de luta política em torno de questões muito específicas. Em geral, perdeu-se a perspectiva de que pouco poderá ser feito em termos setoriais na ausência de um projeto mais amplo de transformação.

Tampouco a academia escapa desta lógica. Em relação ao passado, sobretudo nos anos de 1950 a 1980, são poucos os trabalhos que debatem as questões nacionais na perspectiva do desenvolvimento. O tema é complexo e reflete, em alguma medida, os valores do individualismo, da meritocracia e da produtividade que infelizmente foram enraizados no seio das universidades.

 

  1. Intervir no Debate de Ideias e Valores em Nível Nacional

O quarto objetivo da rede é intervir criticamente no debate sobre a política social brasileira que, usualmente, é pautado pelas forças do mercado. A iniciativa para a criação da rede partiu da constatação de que o campo progressista não tem espaços nos grande meios de comunicação para contribuir para o debate democrático de ideias. Em função desses fatos, diversos autores-membros exerceram o seu legítimo direito ao contraditório. Todos os artigos publicados pela Plataforma Política Social estão embasados em dados estatísticos, na experiência acumulada e na excelência acadêmica dos autores.

A razão do nosso entusiasmo

A Plataforma Política Social tem como principais canais de comunicação seu site (www.plataformapolíticasocial.com.br), uma revista eletrônica que se encontra na 7ª edição (www.revistapolíticasocialedesenvolvimento.com), um boletim semanal (enviado a 60 mil pessoas) e a rede social (https://www.facebook.com/PlataformaPoliticaSocial) onde se dá o relacionamento direto e ativo com nosso público. Nesse caso, temos mais de 20 mil seguidores, número que permite um alcance semanal que varia de 100 a 500 mil pessoas. A média diária de usuários que se envolvem de algum modo com os conteúdos da Plataforma varia de 12 a 40 mil usuários.

A razão do nosso entusiasmo é que a faixa etária predominante é a de jovens e jovens adultos de 18 a 34 anos (71% dos nossos leitores) espalhados por todos os estados brasileiros e em mais de 40 países. Em geral, são estudantes de graduação e pós-graduação em economia, sociologia, ciência política, saúde pública, assistência social, habitação e urbanismo e educação.

Esses dados comprovam que a Plataforma tem-se consolidado como um meio de compartilhamento de conhecimento no campo do debate democrático de ideias voltado para a construção de um país melhor, com a juventude das universidades, dos movimentos sociais, do serviço público e das diversas entidades da sociedade civil.

Expediente

PLATAFORMA POLÍTICA SOCIAL

Coordenador – Eduardo Fagnani (IE-Unicamp)
Jornalista e Comunicação – Davi Carvalho – MTB: 58.724
Multimeios – João Miranda

Site: www.plataformapoliticasocial.com.br

Contato:

plataformapoliticasocial@gmail.com

Responsabilidades

Os autores são responsáveis pelas opiniões e conceitos emitidos nos artigos publicados que, não necessariamente, refletem a opinião da rede Plataforma Política Social.

Patronos

Aloísio Teixeira

(em memória)

aloisioteixeiraFAloísio Teixeira foi um dos mais importantes economistas e educadores brasileiros.  Tem mais de 60 trabalhos publicados em revistas especializadas, nacionais e internacionais. Foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Professor Titular do Instituto de Economia. Em julho de 2012, Aloisio nos deixou e entristeceu a todos. “Hoje, o Brasil acordou triste, a UFRJ amanheceu menor. O País perde um grande brasileiro” afirmou o reitor da UFRJ, Carlos Levi, que complementou: “Aloisio nos ajudou de muitas maneiras a repensar o Brasil e a buscar caminhos para transformar o país em uma sociedade menos injusta. Foi, antes de tudo, um educador. Um educador obstinado e em tempo integral. Ficam seus exemplos, seus ensinamentos, suas convicções.” Desde a primeira hora Aloisio participou e incentivou a criação deste núcleo. Sua memoria permanecerá viva e nos inspirará para a realização dos seus sonhos.


Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo

belluzzo292FLuiz Gonzaga de Mello Belluzzo formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1965 e também estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ingressou no curso de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico, promovido pela CEPAL e graduou-se em 1969. Foi professor colaborador na Universidade Estadual de Campinas, onde se doutorou em 1975 e tornou-se professor-titular em 1986.  Na luta contra a ditadura militar foi um dos principais colaboradores de Ulysses Guimarães, presidente do Movimento Democrático Brasileiro – MDB. É considerado um dos maiores economistas brasileiros, devido às suas interpretações, sugestões e críticas, sob a ótica de Karl Marx e John Maynard Keynes. Em 2001, foi incluído no Biographical Dictionary of Dissenting Economists entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX. Recebeu o Prêmio Intelectual do Ano – Prêmio Juca Pato, de 2005.

 Maria da Conceição Tavares

mariatavaresFMaria da Conceição Tavares é a mestra maior de várias gerações de economistas comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Escreveu centenas de artigos e vários livros. Entre 1968 e 1972, durante a ditadura militar, exilou-se no Chile, onde trabalhou no ministério da Economia, durante o governo de Salvador Allende. Teve participação ativa na luta contra a ditadura no Brasil, auxiliando o Deputado Federal Ulysses Guimarães, então presidente do Movimento Democrático Brasileiro. Nos anos de 1990 foi Deputada Federal pelo Partido dos Trabalhadores. Ao longo de 60 anos, formou gerações de economistas e líderes políticos brasileiros, entre eles Dilma Rousseff, José Serra, Carlos Lessa, Aloísio Teixeira, Luciano Coutinho, Jose Luiz Fiori, Júlio Sergio Gomes de Almeida, Claudio Salm, José Carlos Braga,  Aloisio Mercadante, Paulo Baltar, Frederico M. Mazzucchelli e Ricardo Bielschowsky, Ricardo Carneiro e Jose Carlos Miranda.

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