Tag: Política e Democracia

Tentando decifrar o enigma

Muitos fatores ajudam a montar o “quebra-cabeça” de por que milhares de pessoas teriam engrossado as marchas reivindicatórias deste ano. Mas parecem existir dois elementos principais que ajudam a compreender a especificidade do caso brasileiro. O primeiro, corretamente destacado por diversos especialistas, é a crise do sistema político e eleitoral e o segundo, menos privilegiado pelos analistas, é a crise da cidadania social, que se revela de forma crítica nas grandes aglomerações urbanas.

As marchas de junho de 2013

Os protestos de junho de 2013 parecem ampliar os horizontes da política e da democracia. A reivindicação de que “o cidadão, e não o poder econômico, esteja em primeiro lugar” recoloca o conflito redistributivo no centro do debate nacional. A possibilidade de contribuir para esse debate motivou a série de artigos sob o tema “Desenvolvimento e política social”, da qual este é o primeiro

Marchas populares, desenvolvimento e política social

Os protestos de junho de 2013 parecem ampliar os horizontes da política e da democracia. A reivindicação de que “o cidadão, e não o poder econômico, esteja em primeiro lugar” recoloca o conflito redistributivo no centro do debate nacional. A…

As marchas de junho de 2013

Os protestos de junho de 2013 parecem ampliar os horizontes da política e da democracia. A reivindicação de que “o cidadão, e não o poder econômico, esteja em primeiro lugar” recoloca o conflito redistributivo no centro do debate nacional. A possibilidade de contribuir para esse debate motivou a série de artigos sob o tema “Desenvolvimento e política social”, da qual este é o primeiro.

A redução da desigualdade e os projetos em disputa

A autora assinala que na última década houve claramente redução da desigualdade e mobilidade social ascendente, o que leva os mais otimistas a falar da existência uma “nova classe média”. A visão hegemônica difunde que ambos os fenômenos devem-se à mesma causa, qual seja, a elevação de valores e enorme difusão do programa Bolsa Família. Um “olhar mais detido nos dados, porém, mostra que essa não é uma explicação plausível”

O velho e o novo desenvolvimentismo

Desde meados dos anos 2000 instalaram-se na lógica de expansão da economia brasileira três frentes de expansão, ou “três motores do investimento”, cuja combinação “contém forte dinamismo potencial de longo prazo: mercado interno de produção e consumo de massa, infraestrutura (produtiva e social) e recursos naturais”. Segundo o autor, esse fato nos coloca “diante de possibilidades de definição de uma estratégia promissora no campo econômico que não se viam desde que, em 1980”.

Brasil: um novo modelo de desenvolvimento?

O economista chama a atenção para a necessidade de aprofundar as mudanças na estratégia macroeconômica, ainda dominada pelo tripé composto por metas de inflação, de superávit primário e câmbio flutuante. Oliveira adverte que se a reação à crise e os ajustes conjunturais realizados no seu enfrentamento têm levado ao erguimento de novas vigas na economia, enquanto subsistirem os principais alicerces do modelo econômico vigente a competitividade da produção nacional, os instrumentos do Estado em favor de um desenvolvimento econômico e social mais equilibrado dificilmente conseguirão fundar-se em bases sólidas.

O subdesenvolvimento e o estado no Brasil

Para o autor, negar os avanços econômicos e sociais recentes é equívoco grotesco. Ao mesmo tempo não é de boa fé e tampouco pertinente varrer da agenda a questão do subdesenvolvimento brasileiro. Mesmo com a industrialização e com crescimento, os traços do subdesenvolvimento ainda persistem; vivemos no Brasil “sob condições graves de concentração de renda e de riqueza que implicam miséria, pobreza, desemprego estrutural”.

Desenvolvimento econômico e social

O artigo procura contribuir ao debate sobre o tema do desenvolvimento econômico e social. É composto de quatro partes. Inicia breve avaliação do avanço da crise, que extrapola o continente europeu, afetando todos os países. Aborda na segunda parte os impactos da crise e seu enfrentamento no País. Na terceira parte caracteriza as medidas adotadas pelo governo para reativar a economia e, por último, o embate que está se dando entre as propostas de enfrentamento da crise.

Da macroeconomia à inclusão nas cidades

Os avanços recentes na renda e no consumo das massas permitiram que as famílias melhorassem o seu “espaço privado”. Todavia, não ampliou a “inclusão das famílias nas cidades onde residem”. O artigo aponta para a gravidade da crise urbana, face dramática do nosso subdesenvolvimento

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