Tag: Saúde

Avanço dos planos de saúde e a lógica da privatização do social

Portanto, temos que aguçar a consciência e intensificar a luta – infelizmente inclusive dentro do próprio estado – para impedir essa avidez dos interesses capitalistas em avançar nesse novo “nicho” de mercado aberto pelas classes C e D e a oferta de planos privados de saúde, como também, simultaneamente, à tendência de privatização dos hospitais universitários, por meio da estratégia de administração pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Política social para todos? Quem patrocina? A quem se destina?

O próprio desenvolvimento precisa ser qualificado se quisermos evidenciar quem patrocina e a quem se destina. É urgente que pensadores, políticos e militantes que acreditam nos valores universalistas e na construção de uma cultura de direitos recoloquem em pauta o debate sobre a política estatal de mercantilização das políticas sociais.

O governo e a saúde segundo a perspectiva da individuação

A presença social dos riscos das políticas governamentais para uma relativa classe média no Brasil impõe a reestruturação dos planos de vida pessoais e refazem a gramática social. Tais políticas não habilitam o governo a oferecer soluções para problemas estruturais dos sistemas de saúde, pelo contrário, condena-o a tratar os riscos à saúde como meras atividades de consumo.

Sistema público ou privado de saúde?

Planos de saúde baratos servem a uma clientela jovem que normalmente pouco utiliza a rede de serviços, mas a oferta de consultas e exames laboratoriais básicos é inegavelmente um forte atrativo para quem hoje acha que está desprotegido. O SUS funcionará como retaguarda, tendo de arcar com atendimentos complexos, longas internações, toda a atenção primária e a proteção aos mais velhos e às doenças crônicas que hoje respondem pelo grosso das consultas e da mortalidade.

Subsídios para planos privados de saúde: onde tem fumaça tem fogo

Não há pensamento único sobre o sistema de saúde brasileiro, mas sim projetos societários fincados em práticas e valores distintos. No debate democrático, o fundamentalismo de mercado está sendo confrontado pelo vigor da defesa de uma política de saúde universal e igualitária.

Planos de Saúde para Pobres (PPP) subsidiados pelo governo

O governo – abandonando seu papel constitucional de oferecer e garantir um sistema de saúde para todos os cidadãos – faz a maldade completa. Desonera os planos e onera mais os cidadãos. O SUS enfraquecido por quem deveria fortalecê-lo e a clientela entregue ao mercado! Bravo e aplausos ao governo progressista e voltado ao social que elegi!.

Presidência da República, o mercado na saúde e o SUS: de uma reunião anunciada a um resgate

Auguramos que nossas reações a essa reunião minimizem a indignação de “pegos de surpresa” ou de que “não se podia imaginar essas coisas acontecendo”, porém, que maximizem a renovação dos movimentos da reforma sanitária e da “militância do SUS”, mais do que nunca, junto aos movimentos sociais, aos formadores de opinião, aos movimentos e redes dos jovens, aos conselhos de saúde, aos trabalhadores de saúde, aos gestores descentralizados e aos parlamentos.

Onde foi parar o sonho do SUS?

Depois de tantas promessas frustradas de redenção da rede assistencial pública, a tendência de governantes – que buscam responder às demandas por saúde dentro do limite de seus mandatos – têm sido delegar cada vez mais atribuições estatais à iniciativa privada. Essa inclinação privatizante não reverteu e nem sequer amenizou o quadro de dificuldades da população em acessar e utilizar os serviços de saúde.

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